Os 6 Erros da gestão que mais causam Inadimplência nas Escolas (segundo minha experiência de 30 Anos)
3 minutos de leituraDorival Machado
InstrutorDepois de mais de 30 anos trabalhando com escolas de todos os tamanhos e regiões do Brasil, acompanhando de perto a luta de mantenedores contra a inadimplência, posso afirmar com segurança: existe um padrão de erros que se repete em praticamente todas as instituições que convivem com índices entre 10% e 15% de inadimplência ao mês.
Se a sua escola está nessa faixa, vale a pena conferir esta lista. Provavelmente, você vai se enxergar em pelo menos dois ou três desses pontos.
Erro 1 – Tratar a cobrança como um problema secundário
Na correria do dia a dia escolar, a cobrança vai ficando para depois.
Quando a falta de dinheiro aperta, a gente tenta correr atrás, mas aí o atraso já virou bola de neve.
A gestão da inadimplência precisa ser uma pauta fixa, acompanhada com a mesma seriedade que damos para o pedagógico e a captação de alunos.
Erro 2 – Falta de padrão e de estratégia na cobrança
Cada colaborador aborda o cliente do jeito que acha melhor: um é mais duro, outro é emocional, outro tem pena... e o resultado é um festival de improvisos.
Sem régua de cobrança, sem textos padrão e sem uma sequência lógica de contatos, a escola passa a mensagem de que não há uma gestão profissional da cobrança.
Erro 3 – Negociar de forma impulsiva e sem critérios
Por medo de perder o aluno, muitos mantenedores cedem a qualquer pedido:
Parcelam sem critérios, dão descontos de última hora, criam condições na base da emoção. Cada caso é um caso...
O problema é que isso educa mal o cliente. Ele aprende que sempre haverá uma saída fácil se deixar de pagar.
Erro 4 – Não acompanhar os números da inadimplência
Inadimplência é número. É indicador. É fluxo de caixa.
Mas o que vejo na prática é que muitas escolas não sabem:
- Quantos alunos estão atrasados em cada faixa de atraso
- Qual o valor total em aberto
- Qual o índice de recuperação mês a mês
Sem olhar para os números, a escola fica cega para a própria realidade financeira.
Erro 5 – Medo de tomar medidas mais firmes
Por receio de perder alunos ou de gerar reclamações, muitas escolas evitam medidas legais como:
- Negativação dos responsáveis financeiros nos órgãos de proteção ao crédito
- Protesto de títulos
- Contratar uma empresa especializada em recuperação de crédito
Claro que tudo precisa ser feito com ética e dentro da lei, mas o que vejo na prática é uma paralisia generalizada, que só reforça a cultura do "se atrasar, não acontece nada".
Erro 6 – Fazer Matrículas sem critério financeiro
Esse é um erro que acontece na raiz do problema.
Na ânsia de aumentar o número de alunos, a escola aceita qualquer matrícula, sem uma análise mínima de capacidade de pagamento.
Não pede comprovante de renda, não verifica restrições no nome do responsável, não faz um histórico financeiro, e às vezes nem exige os documentos básicos.
O pensamento é: "Vamos colocar o aluno para dentro, depois a gente resolve."
O resultado é: "Depois a gente resolve... a inadimplência."
Uma matrícula bem-feita é o primeiro passo para evitar inadimplência futura.
Minha Conclusão (depois de 30 anos vendo isso acontecer)
Inadimplência alta não é uma sentença.
É, na maioria dos casos, uma consequência de erros de gestão.
Quando a escola passa a encarar a inadimplência como estratégica, com processos claros, equipe treinada e indicadores bem definidos, o resultado aparece.
Já acompanhei escolas que saíram de 12% para menos de 5% de inadimplência em poucos meses, apenas com mudanças de postura e processo.
Se quiser, posso ajudar você a fazer um diagnóstico inicial, gratuito, para identificar os principais gargalos da sua escola.
Me chama no WhatsApp (11) 94364 9012 ou por e-mail:dorival.machado@dmc3.com.br que eu entro em contato.